sábado, 17 de setembro de 2011

Perdendo tempo

 As chamadas coletivas dos técnicos de futebol estão ficando cada vez mais chatas e insuportáveis. É um tão de esconde-esconde de escalação, caras, bocas e momentos de torturáveis segundos de silêncio que testam a paciência de qualquer pessoa. As perguntas são pertinentes, mas eles, sentem-se ofendidos e esquecem a boa educação nas respostas não entendo ou, não querendo entender que são profissionais como ele apenas exercendo sua profissão. Se não querem falar que não falem.
O Tite dando entrevista parece aquela dor de barriga que leva o sujeito ao desespero para chegar ao banheiro. Sentindo-se um galã de cinema, "fala muito" e não diz nada.

O Adilson "Pardal" Batista sempre enigmático e cômico em várias respostas é um reflexo às vezes do que seu time apresenta no gramado. Responde a todas as perguntas sem dizer nada.

O Muricy qualquer dia obrigará os jornalista a comparecerem de capacete, luvas e protetor bucal à suas entrevistas. Quando uma pergunta não lhe agrada, ele reage como se estive no octágono em mais um combate de MMA.

É o todo poderoso Felipão tem das suas também mas, confesso que pelo menos tenho dado boas risadas com seu estilo bonachão. Ao menos é franco e não tem papas na língua. Seu problema na maioria das vezes são os árbitros e dirigentes. Neste momento, entra em ação seu jeitão chorão e reclamam.

Por tudo isso entendo que nossos amigos jornalistas deveriam boicotar em muitas vezes estas cansativas coletivas ou então abandoná-las antes do final, deixando os caras falando sozinho. É claro que seus chefes, pauteiros e editores não aceitarão. Ficam um sugestão: enviem as perguntas por escrito deixando-as sobre a mesa de entrevistas, deixe o gravador ligado e os técnicos respondem sem a "incômoda" presença de vocês que, a esta altura poderão estar jogando conversa fora ou tomando umas brejas para passar o tempo.

Luiz Aquino
Mtb 27.813

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