sábado, 24 de setembro de 2011

Sem Neymar, sobra volante e golpe de judô

Aconteceu o que todos temiam: o Santos sem Neymar não é o mesmo. Isso ficou provado neste sábado na Vila Belmiro na derrota para o Figueirense por 3 à 2. É claro que não era apenas Neymar que estava ausente. O técnico Muricy não contava com Elano, Paulo Ganso e Danilo. Mas é inegável que a ausência do gênio deixa o time com pouca criatividade e inspiração e a dependência passa ser do goleador Borges que aliás, marcou o seu. Felipe Anderson não foi aquele que esperávamos. 
No meio de campo, no meu ver, sobravam volantes para quem jogava em casa contra o Figueirense que todos sabiam que viria fechadinho jogando nos contra ataques. Assim já o fizera contra o Corinthians no Pacaembu. O pior de tudo é que, mais uma vez, Ibson ficou devendo futebol. E mais: mesmo com tantos volantes o Santos sofreu gol de contra ataque. Os outros dois foram de bola parada. Mas gol de bola parada também vale.
Com Neymar poderíamos esperar uma jogada individual que sempre se torna decisiva para o time. A sua movimentação abre espaço e fez falta até mesmo para Alan Kardec que sem o gênio ao seu lado, não repetiu suas últimas atuações.
Léo marcou um belo gol no final do primeiro tempo. No segundo tempo, foi o autor do pênalti que resultou no terceiro gol do Figueirense. O lance foi pênalti porque aconteceu dentro da área no campo de futebol. Se houvesse acontecido no shiai jo (área de competição de judô) não seria nada em razão do atacante Wellington Nem cair com a barriga para baixo e isso, no judô, não vale ponto.
A derrota interrompe uma série de bons resultados do Peixe no campeonato. De qualquer forma é levantar a cabeça e seguir na recuperação. De qualquer forma, a Neymar dependência preocupa porque o garoto está em uma sequência de jogos cansativa e cheia de pancadas e para sorte do Peixe uma lesão mais séria não aconteceu. E que Deus ajude que não aconteça.

Luiz Aquino
Mtb 27.813

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Ta enchendo o saco

Ontem, segunda-feira (19/09) no Programa Esporte por Esporte, meu destaque inicial foi sobre algumas coisas que já estão torrando a paciência de qualquer um e não só a minha. Senão vejamos:
1) Chamam-nos de bairrista quando só falamos do Santos FC. Entretanto, a imprensa paulistana deu uma ênfase maior a situação cada vez mais delicada do técnico Tite no Corinthians e, principalmente após o clássico em detrimento a boa vitória do Santos. Normalmente destaca-se mais o vencedor. Não foi o caso. Sou chato, mas é só pesquisar a divisão de espaço e quem mereceu mais destaque.
2) Esta história da venda do Neymar também já torrou. Que ele vai embora algum dia, alguma hora é fato. Mas, para o torcedor do Santos o que importa é que ele vai jogar o Mundial de Clubes no final do ano. Isso é fato. É futuro próximo. Está jogando e muito no presente. E ontem na sua coletiva garantiu que fica até os Jogos Olímpicos de Londres e o que mais interessa pro torcedor do Peixe: jogará a Libertadores no ano do centenário do Clube. Basta! Porque depois disso é ser muito severo com o garoto que precisa não só ganhar o seu dinheirinho mas também experimentar novidades e desafios. 
3) Felipão é muito engraçado nas suas entrevistas. Mas a situação política do Palmeiras também é digno da saga O Poderoso Chefão. Quem manda afinal naquela "bagaça". A situação entre ele e Frizzo é vergonhosa. Pior ainda é o presidente que parece outro presidente que nós conhecemos que, perguntado sobre escândalos que estouravam na sua sala ao lado e ele dizia que não sabia de nada. Acho que o torcedor do Palmeiras tá até paciente demais com a situação. Quanto ao time, parece galinha. Vai ciscando os pontinhos um a um e no meu ver já começa a ver ameaçada até a Copa Sulamericana em 2012.
4)Torcer pelo tenis brasileiro após a era Gustavo Kuerten é uma grande tristeza. Depois de ficar um tempão em frente a tv para ver o Bellucci ter a vaga nas mãos para o grupo Mundial e deixar escapar foi realmente de tirar do sério. Problemas emocionais foi a desculpa. Problemas emocionais tenho eu para pagar minhas dívidas no dia. Vaio se catar o Bellucci....
5) Antecipadamente vou criticar a convocação do Mano Menezes. Poxa, mas tão chato assim! É que ele já se mostrou subserviente aos "pedidos" alheios no comando da seleção. Então fica apenas a dúvida: qual será a sua nova cac...a na quinta-feira. Errar, como diz meu amigo Armando Gomes é o "Mano Menezes".

Luiz Aquino
Mtb 27.813

domingo, 18 de setembro de 2011

Tite não será demitido

Apesar da dolorosa derrota para o grande rival Santos por 3 à 1 neste domingo, no Pacaembu, acredito que o técnico Tite não deixará o comando do Corinthians, pelo menos até quarta-feira. Apesar da grande pressão mesmo antes do clássico contra Santos, entendo que a diretoria do Timão comandada por André Sanchez não fará a troca do técnico antes de tão importante clássico que acontecerá neste quarta-feira, às 21h50 contra o São Paulo, no Morumbi. Possivelmente, nem mesmo com nova derrota. O motivo é simples: não se daria o prazer de ver os são paulinos comemorando a queda do técnico corinthiano sendo o São Paulo a gota d'água para tal fato. A verdade é que estes três dias não serão fáceis para o elenco e comissão técnica do Corinthians. 
Entretanto, uma vitória sobre o São Paulo poderá mudar tudo. É só lembrar que a pouco tempo a trás a vitória sobre o Flamengo, no Pacaembu de virada, amenizou o clima que já não era boa naquela altura. Houve até momentos de euforia.
De qualquer forma, Tite não poderá cometer os mesmos erros contra o São Paulo, principalmente na hora de substituir. A saída de William para a entrada de Jorge Henrique foi muito infeliz. Não pela entrada de Jorge mas, sim pela saída de William que estava dando muito trabalho ao lado esquerdo da defesa do Santos. A troca pura e simples dos laterais também de nada mudou o quadro.
A verdade é que o Corinthians criou uma gordura no início do campeonato aproveitando-se do momento em que grandes adversários dividiam as atenções entre o Campeonato Brasileiro e Libertadores e Copa do Brasil. Passada esta fase, as outras equipes se arrumaram também e começam a engrenar equilibrando a competição. O Corinthians não é superior aos outros candidatos ao título. Está, no meu entender, no mesmo nível.
Agora é que é a hora da diretoria mostrar pulso e comando. Se realmente estiver apoiando Tite, que se dê todo respaldo blindando o técnico da fúria da sua torcida e até o polpando de tanto contato com a imprensa. Passar tranquilidade talvez até levando a equipe por alguns dias para o interior.
Enfim, algo precisa ser feito, ou a tese de André Sanches que o time está entregando o campeonato aos concorrentes irá se confirmar.

Luiz Aquino
Mtb 27.813

sábado, 17 de setembro de 2011

Perdendo tempo

 As chamadas coletivas dos técnicos de futebol estão ficando cada vez mais chatas e insuportáveis. É um tão de esconde-esconde de escalação, caras, bocas e momentos de torturáveis segundos de silêncio que testam a paciência de qualquer pessoa. As perguntas são pertinentes, mas eles, sentem-se ofendidos e esquecem a boa educação nas respostas não entendo ou, não querendo entender que são profissionais como ele apenas exercendo sua profissão. Se não querem falar que não falem.
O Tite dando entrevista parece aquela dor de barriga que leva o sujeito ao desespero para chegar ao banheiro. Sentindo-se um galã de cinema, "fala muito" e não diz nada.

O Adilson "Pardal" Batista sempre enigmático e cômico em várias respostas é um reflexo às vezes do que seu time apresenta no gramado. Responde a todas as perguntas sem dizer nada.

O Muricy qualquer dia obrigará os jornalista a comparecerem de capacete, luvas e protetor bucal à suas entrevistas. Quando uma pergunta não lhe agrada, ele reage como se estive no octágono em mais um combate de MMA.

É o todo poderoso Felipão tem das suas também mas, confesso que pelo menos tenho dado boas risadas com seu estilo bonachão. Ao menos é franco e não tem papas na língua. Seu problema na maioria das vezes são os árbitros e dirigentes. Neste momento, entra em ação seu jeitão chorão e reclamam.

Por tudo isso entendo que nossos amigos jornalistas deveriam boicotar em muitas vezes estas cansativas coletivas ou então abandoná-las antes do final, deixando os caras falando sozinho. É claro que seus chefes, pauteiros e editores não aceitarão. Ficam um sugestão: enviem as perguntas por escrito deixando-as sobre a mesa de entrevistas, deixe o gravador ligado e os técnicos respondem sem a "incômoda" presença de vocês que, a esta altura poderão estar jogando conversa fora ou tomando umas brejas para passar o tempo.

Luiz Aquino
Mtb 27.813