Aconteceu o que todos temiam: o Santos sem Neymar não é o mesmo. Isso ficou provado neste sábado na Vila Belmiro na derrota para o Figueirense por 3 à 2. É claro que não era apenas Neymar que estava ausente. O técnico Muricy não contava com Elano, Paulo Ganso e Danilo. Mas é inegável que a ausência do gênio deixa o time com pouca criatividade e inspiração e a dependência passa ser do goleador Borges que aliás, marcou o seu. Felipe Anderson não foi aquele que esperávamos.
No meio de campo, no meu ver, sobravam volantes para quem jogava em casa contra o Figueirense que todos sabiam que viria fechadinho jogando nos contra ataques. Assim já o fizera contra o Corinthians no Pacaembu. O pior de tudo é que, mais uma vez, Ibson ficou devendo futebol. E mais: mesmo com tantos volantes o Santos sofreu gol de contra ataque. Os outros dois foram de bola parada. Mas gol de bola parada também vale.
Com Neymar poderíamos esperar uma jogada individual que sempre se torna decisiva para o time. A sua movimentação abre espaço e fez falta até mesmo para Alan Kardec que sem o gênio ao seu lado, não repetiu suas últimas atuações.
Léo marcou um belo gol no final do primeiro tempo. No segundo tempo, foi o autor do pênalti que resultou no terceiro gol do Figueirense. O lance foi pênalti porque aconteceu dentro da área no campo de futebol. Se houvesse acontecido no shiai jo (área de competição de judô) não seria nada em razão do atacante Wellington Nem cair com a barriga para baixo e isso, no judô, não vale ponto.
A derrota interrompe uma série de bons resultados do Peixe no campeonato. De qualquer forma é levantar a cabeça e seguir na recuperação. De qualquer forma, a Neymar dependência preocupa porque o garoto está em uma sequência de jogos cansativa e cheia de pancadas e para sorte do Peixe uma lesão mais séria não aconteceu. E que Deus ajude que não aconteça.
Luiz Aquino
Mtb 27.813



